Scania considera 2024 como o melhor ano da história em caminhões
25/03/2025 - Balanço&Perspectivas 2024/2025
Montadora encerra 2024 com mais de 19 mil caminhões licenciados no mercado brasileiro, como resultado de fortes investimentos no portfólio

Depois de amargar fortes perdas em volumes de vendas e participação de mercado em 2020, em plena pandemia, a Scania retomou a curva de crescimento nos anos seguintes. E encerrou 2024 como o melhor ano da sua história, ao totalizar mais de 19 mil caminhões licenciados no mercado brasileiro, nada menos 53% a mais que o ano anterior, ante 15,5% da média geral da indústria.


WAGNER MENEZES

“A Scania vem vivendo momentos muitos interessantes nos últimos anos com a Nova Geraçãogama Super, linha Euro 6, gama Plus, gás/biometano e biodiesel B100. Saímos de 15% de participação para quase 20% no segmento acima de 16 tonelados. Enquanto no semipesados fechamos com 5% de share e com quase 20% nos pesados. O cliente está no centro do nosso negócio e isto impacta positivamente no mercado”, comenta Alex Nucci (foto), diretor de Vendas de Soluções da Scania Operações Comerciais Brasil.

Nova estratégia

Contribuiu ainda para o bom momento da empresa a força do agronegócio, que responde por cerca de 45% das vendas totais. Bem como a nova estratégia adotada com o modelo Super 6×4, que proporcionou ganhos consistentes nesse mercado em 2024, segundo o diretor. “Já nos semipesados, tivemos lançamentos importantes de potências na Fenatran e voltamos a investir mais forte neste portfólio”.

Para 2025, o cenário é mais desafiador na visão do especialista. “Ainda é cedo para fazer projeções, porém, certamente, 2025 será um ano de menores volumes de veículos comercializados. Embora o segmento de pesados mostre desafios, o semipesado vive um cenário mais positivo com demanda mais aquecida”, afirma Nucci.

Segundo ele, após o fechamento do primeiro trimestre, será possível ter um céu mais claro de como o mercado irá se comportar. Mesmo assim, já se evidenciam alguns cenários positivos, como no segmento de carga frigorificada que recebeu e receberá investimentos. “Imaginamos que as vendas neste nicho cresçam de 4% a 5% em comparação a 2024, especialmente devido ao dólar próximo de R$ 6”, projeta o diretor.