Gelog destaca bom ambiente de trabalho e fórmula contra a escassez de caminhoneiros
10/03/2026 - Destaque
Com escola própria de motoristas e clima horizontal, Gelog transforma escassez em vantagem competitiva e mantém talentos por décadas

A frota da Gelog possui idade média de 5 anos

Com mais de duas décadas de atuação, o Grupo Gelog consolidou sua posição no mercado logístico brasileiro a partir de uma premissa que vai além do discurso, o de investir em pessoas para, então, entregar tecnologia e eficiência operacional. Em entrevista ao portal Frota&Cia, Blancher Sousa, diretor da empresa, detalhou como essa filosofia, aliada a uma visão estratégica de integração de serviços e pioneirismo em sustentabilidade, tem mantido a companhia em posição entre os destaques no setor, transformando desafios logísticos em vantagens competitivas para seus clientes.

Para a Gelog, a tecnologia é fundamental, mas o fator humano é o grande diferencial competitivo. o executivo enfatiza que o investimento em pessoas é a base para um crescimento rentável e para uma prestação de serviço que foge ao padrão do mercado. “Se os colaboradores não entendem a filosofia da empresa e não estão engajados com os nossos objetivos para que consiga desempenhar o melhor papel nas suas atividades, a gente acaba ficando para trás e tendo uma prestação de serviço muito parecida com a dos outros”, afirma Sousa.

Blancher Sousa, diretor da Gelog
Blancher Sousa, diretor da Gelog | Foto: Reprodução

Este engajamento é cultivado por um clima organizacional horizontal, onde a hierarquia não impede a proximidade. O diretor destaca a abertura do presidente Adriano Fajardo como um fator que gera sinergia: “Todo mundo tem acesso a ele, todo mundo tem acesso a todos aqui dentro”. Essa cultura é suportada por ferramentas de gestão de pessoas, como programas de treinamento e incentivos a cursos, mas, segundo ele, a essência está no respeito e no aprendizado diário, criando um ambiente onde os colaboradores se sentem parte integrante do negócio.

Escassez de motoristas

A falta de motoristas é um desafio crônico no setor, mas a Gelog desenvolveu uma solução caseira e eficaz. O executivo, com seus 19 anos de casa, observa que a questão vai além do salário. “O que eu acho que segura o motorista, na verdade, é a forma como ele é tratado. Ele tem que ter confiança na empresa onde ele trabalha, equipamentos que estejam em boas condições”, pontua.

Para resolver o dilema do “não contratam porque não tenho experiência e não tenho experiência porque não me contratam“, a Gelog criou uma escola de motoristas, pioneira na Baixada Santista. O programa contrata profissionais com pouca ou nenhuma experiência para atuar como motoristas de manobra interna. Eles adquirem prática na condução de veículos articulados, realizando manobras, ré e posicionamento para carga e descarga dentro do próprio terminal. A partir daí, sobem na carreira e se tornam condutores no transporte porto-terminal, depois de viagem convencional e, por fim, de rodotrem, segmento em que a Gelog possui a maior frota da Baixada Santista. Esse plano de carreira estruturado garante alta retenção de talentos, com profissionais que permanecem na empresa por décadas.