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« voltar BR-116 || Publicado em: quarta-feira, 18 de setembro de 2019
Interdição de trecho da BR-116 pode aumentar custo do frete em 15%

Uma reunião que será realizada esta semana definirá se aumentará o custo do frete em trajetos que passem pela BR-116 em 15%. O aumento está sendo discutido em razão de uma interdição na BR-116, entre os quilômetros 69,8 ao 98, iniciada há cerca de 15 dias. Desde então, estão proibidos de circular na rodovias veículos com mais de 70 toneladas.

De acordo com o presidente da Câmara Setorial de Logística (CSLog), Heitor Studart, o trecho é de suma importância para o estado. "Por esse trecho, passa todo o tráfego pesado do Ceará. Como derivados de petróleo, pás dos aerogeradores, cargas normalmente acima de 70 toneladas, que são os caminhões bitrem”.

Na última semana, representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística do Estado do Ceará (Setcarce) se reuniram com a Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a Polícia Rodoviária Federal e a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), entre outras instituições, para tratar de um caminho alternativo para o transporte dessas cargas.

Alternativas

Segundo Studart, o setor produtivo não aceita a sugestão do Dnit. "A sugestão do Dnit e da PRF é um desvio pela CE-040. Dessa forma, aumentando em 80 quilômetros o percurso. Logicamente, o setor produtivo não aceita isso e, nesta semana, novamente vamos discutir a melhor solução”. Vale ressaltar que o trecho da BR-116 deve ficar interditado por cerca de 90 dias.

Ainda de acordo com ele, uma alternativa melhor é que parte do desvio seja pela CE-040 e outra por uma estrada conhecida como Coluna-Cascavel. "Ela diminui um pouco o percurso em relação ao sugerido, pela CE-040, fica uns 40 quilômetros maior”, explica.

"É um impacto muito significativo, é o transporte todo, ao Pecém, de todos os insumos. Portanto, nós não podemos ficar esperando. Saídas paliativas precisam ser adotadas. A parte de manutenção da nossa malha rodoviária federal está muito precária, com vários pontos vulneráveis”.

Fonte: Frota & Cia
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